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Como calcular o rendimento do CDI?

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um dos principais indicadores da renda fixa no Brasil e serve como referência para determinar o rendimento de investimentos como CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e diversos fundos de investimento. Neste texto, você vai entender como o CDI funciona, aprender a calcular seu rendimento na prática e descobrir como ele se compara a outros tipos de aplicações, tornando suas escolhas financeiras mais conscientes e assertivas.

Principais pontos:

  • O que é CDI e por que ele influencia seus investimentos: o CDI é a taxa usada nos empréstimos de um dia entre bancos e serve como referência para a rentabilidade de CDBs, LCIs, LCAs e fundos.
  • Qual a diferença entre CDI, Selic e CDB: CDI é a taxa usada entre bancos, a Selic é a taxa básica da economia definida pelo Banco Central e o CDB é um investimento que rende um percentual do CDI, sendo que a Selic influencia o CDI, que por sua vez determina a rentabilidade dos títulos privados.
  • Como funciona o rendimento de um investimento atrelado ao CDI: multiplicando-se a taxa anual do CDI pelo percentual contratado. 
  • O que influencia o rendimento do CDI: fatores como decisões do Copom sobre a Selic, inflação, política monetária do Banco Central, condições do mercado interbancário e nível de liquidez do sistema financeiro.
  • Qual o rendimento do CDI: rende todos os dias úteis porque, embora seja uma taxa anual, seu cálculo é diário; divide-se a taxa por 252, aplicam-se juros compostos e multiplica-se o valor pelo percentual contratado (como 100% ou 110% do CDI).
  • Como calcular o rendimento do CDI na prática: para calcular o rendimento do CDI, basta multiplicar a taxa anual pelo percentual contratado e aplicar esse resultado sobre o valor investido.
  • Vale mais investir no CDI, CDB ou Tesouro Direto: depende do perfil e dos objetivos do investidor, já que CDI e CDB costumam render de forma semelhante com proteção do FGC. O Tesouro oferece máxima segurança e liquidez e LCI/LCA são opções isentas de IR para prazos maiores.
  • Risco de perder dinheiro investindo no CDI: o risco é muito baixo, pois aplicações como CDB, LCI e LCA são protegidas pelo FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição.

O que é CDI e por que ele influencia seus investimentos?

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa usada nos empréstimos de curtíssimo prazo — geralmente de um dia — entre bancos. Essa taxa tornou-se a principal referência para calcular a rentabilidade da maioria dos investimentos de renda fixa no Brasil, sendo fundamental para quem investe entender como ela funciona. Conhecer o CDI é indispensável para avaliar seus ganhos e comparar produtos financeiros com segurança e precisão.

Influência do CDI nos investimentos:

  • Serve como referência de rentabilidade para CDBs, LCIs, LCAs e diversos fundos de renda fixa.
  • É atualizado diariamente pela B3 e calculado e divulgado pela ANBIMA, garantindo transparência ao mercado.
  • Tem relação direta com a taxa Selic e reflete as decisões de política monetária do Banco Central.

Qual a diferença entre CDI, Selic e CDB? 

No mundo dos investimentos de renda fixa, CDI, Selic e CDB aparecem com frequência, mas cada um tem uma função específica. Embora CDI e Selic caminhem próximos, pois ambos refletem o custo do dinheiro na economia, eles servem a finalidades diferentes. Já o CDB é um produto de investimento cuja rentabilidade costuma usar o CDI como referência.

Diferenças entre CDI, Selic e CDB:

  • CDI: taxa usada nos empréstimos entre bancos e referência para a rentabilidade de diversos investimentos privados.
  • Selic: taxa básica da economia, definida pelo Banco Central, que orienta o custo do crédito e a política monetária.
  • CDB: título de investimento emitido por bancos, cuja rentabilidade geralmente é atrelada ao CDI — muitos rendem 100% do CDI ou mais, com proteção do FGC.

Em resumo: a Selic influencia o CDI e o CDI determina a rentabilidade de vários títulos privados.

Como funciona o rendimento de um investimento atrelado ao CDI? 

O rendimento de um investimento atrelado ao CDI é calculado a partir de um percentual dessa taxa, como 90%, 100% ou 110% do CDI, definido no momento da aplicação. Quanto maior o percentual e o prazo, maior tende a ser a rentabilidade. Embora o CDI seja divulgado como taxa anual, o rendimento real é calculado diariamente com juros compostos, ou seja, cada dia rende sobre o valor acumulado do dia anterior.

Exemplo prático:

Supondo que o CDI anual seja 13,65% e o investimento renda 110% do CDI:

13,65% × 1,10 = 15,01% ao ano.

Nesse cálculo, basta multiplicar a taxa do CDI pelo percentual contratado. No dia a dia, o rendimento é distribuído em pequenas parcelas diárias que se acumulam ao longo do tempo, formando o retorno final com juros compostos.

O que influencia o rendimento do CDI?

O rendimento do CDI é influenciado por diversos fatores que refletem as condições econômicas do país e o comportamento do mercado financeiro. Como o CDI acompanha de perto a taxa Selic, qualquer mudança no cenário econômico, na política monetária ou na liquidez entre os bancos impacta diretamente sua variação diária.

Fatores que influenciam o rendimento do CDI:

  • Taxa Selic: quando a Selic sobe ou cai, o CDI tende a acompanhar, pois ambos refletem o custo dos juros na economia.
  • Inflação e expectativas do mercado: inflação alta pressiona juros para cima; inflação controlada favorece taxas menores, influenciando o CDI.
  • Política monetária do Banco Central: decisões do Copom sobre subir ou reduzir juros impactam diretamente o CDI.
  • Movimentação do mercado interbancário: como o CDI nasce dos empréstimos entre bancos, operações mais caras ou mais baratas alteram sua taxa.
  • Liquidez do sistema financeiro: alta liquidez tende a reduzir o CDI; baixa liquidez pode elevá-lo.

Assim, todos esses fatores afetam a variação diária do CDI e, consequentemente, o rendimento dos investimentos vinculados a ele.

CDI rende todo dia? O que é taxa diária e taxa anual?

Sim, o CDI rende todos os dias úteis. Embora seja divulgado como uma taxa anual, seu rendimento é calculado diariamente com base em aproximadamente 252 dias úteis por ano e o investidor recebe pequenos retornos diários que, acumulados por juros compostos, formam o ganho final do período.

Veja como funciona na prática:

  1. Divida a taxa anual do CDI por 252 para encontrar o CDI diário.
  2. Aplique juros compostos, acumulando o rendimento diário sobre o saldo do dia anterior.
  3. Multiplique o resultado pelo percentual do seu investimento (ex.: 100%, 110% do CDI).
Cofrinho com moedas e casa simbolizando rendimento de investimentos atrelados ao CDI
Rendimento de investimentos atrelados ao CDI e planejamento financeiro

Como calcular o rendimento do CDI na prática?

O rendimento do CDI normalmente é apresentado como taxa anual, mas é possível calcular o ganho esperado multiplicando essa taxa pelo percentual contratado do investimento — como 100% ou 110% do CDI. Esse cálculo revela a rentabilidade bruta anual; para um resultado mais preciso no dia a dia, utiliza-se a divisão por 252 dias úteis e juros compostos.

Cálculo do CDI na prática:

Fórmula → Rentabilidade = (CDI × Percentual do investimento) ÷ 100

Exemplo prático:

  • CDI anual: 13,65%
  • Percentual do investimento: 110% (1,10)
  • Investimento: R$ 5.000,00
  1. Rentabilidade anual:

13,65 × 1,10 = 15,015% ao ano

  1. Conversão para decimal:

15,015 ÷ 100 = 0,15015

  1. Valor do rendimento:

R$ 5.000 × 0,15015 = R$ 750,50

Esse cálculo mostra o rendimento bruto, que pode ser convertido em valor líquido após descontar impostos e taxas.

Rendimento bruto e líquido: como calcular o valor final?

O valor final de um investimento atrelado ao CDI depende do rendimento bruto e, depois, do rendimento líquido — que é o ganho efetivo do investidor. O rendimento líquido considera o desconto do Imposto de Renda e eventuais taxas cobradas pela instituição, por isso ele sempre será menor do que o valor bruto calculado sobre a rentabilidade do CDI.

Veja como calcular o valor final de um investimento:

  • Calcule o rendimento bruto: aplique o percentual do investimento sobre o valor aplicado.
  • Subtraia o Imposto de Renda: utilize a tabela regressiva (entre 22,5% e 15%, conforme o prazo da aplicação).
  • Inclua taxas administrativas: caso existam no produto escolhido.

O valor obtido após esses descontos representa o retorno efetivo, ou seja, o montante real que o investidor recebe ao final do período.

Como converter a taxa anual em rendimento mensal e diário? 

Para converter a taxa anual do CDI em rendimento do CDI mensal e diário, é necessário usar a fórmula de juros compostos, pois o rendimento do CDI opera nesse regime. Não se pode simplesmente dividir a taxa anual por 12 ou 365. 

Conversão da taxa anual para taxa mensal:

  • Para calcular a taxa mensal a partir da taxa anual utilize a seguinte fórmula: 

           Taxa mensal = [(1 + taxa anual)¹/¹²  - 1] x 100

Esse cálculo mostra o rendimento equivalente ao mês, permitindo comparar investimentos com prazos diferentes, como aplicações mensais, trimestrais ou anuais.

Como calcular o rendimento líquido do CDI com IR e taxas?

Para calcular o rendimento líquido de um investimento atrelado ao CDI, é preciso considerar todos os descontos que incidem sobre a aplicação para chegar ao valor real recebido ao final do período.

Passo a passo:

  • Calcule o rendimento bruto: multiplique a taxa do CDI pelo percentual do investimento (como 100% ou 110%).
  • Desconte o Imposto de Renda: aplique a alíquota da tabela regressiva, que varia de 22,5% a 15% conforme o prazo.
  • Subtraia taxas administrativas: como taxa de administração ou custódia, se houver.
  • Resultado: o valor obtido após esses descontos é o rendimento líquido.

Para facilitar esse cálculo, você pode usar a Calculadora do Cidadão, do Banco Central, uma ferramenta prática e confiável para simular rendimentos, descontos e valores finais.

Vale mais investir no CDI, CDB ou Tesouro Direto?

Escolher entre CDI, CDB ou Tesouro Direto depende do perfil do investidor e dos seus objetivos, já que cada opção possui características específicas de risco, liquidez e tributação. Embora a rentabilidade seja um fator importante, ela não deve ser o único critério, pois segurança, prazo e necessidade de resgate também influenciam diretamente a melhor decisão.

Comparação entre produtos:

  • CDI e CDB: costumam apresentar rentabilidade muito próxima; os CDBs geralmente rendem um percentual do CDI e contam com proteção do FGC.
  • Tesouro Direto: é a opção mais segura do mercado, emitida pelo governo, com boa liquidez, especialmente nos títulos pós-fixados.
  • LCI e LCA: têm isenção de IR para pessoa física, são protegidas pelo FGC e funcionam bem para prazos de médio e longo prazo.

A melhor escolha depende do que você busca: mais segurança, maior retorno, maior liquidez ou menor carga tributária, por isso, avaliar seu objetivo é essencial.

Tem risco de perder dinheiro investindo no CDI? 

Os investimentos atrelados ao CDI têm risco muito baixo de perda, pois essa taxa reflete operações interbancárias — um dos segmentos mais seguros do sistema financeiro. CDBs, LCIs e LCAs que seguem o CDI contam com a proteção do FGC de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, dentro do limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Perdas só podem ocorrer em situações específicas, como resgates antecipados fora das condições do contrato.

Garantia do FGC: o que cobre e o que não cobre

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada que protege o investidor caso a instituição financeira que emitiu o título quebre ou não pague o dinheiro aplicado.

O que o FGC cobre:

  • CDBs
  • LCIs e LCAs
  • Letras de câmbio

O que o FGc não cobre:

  • Fundos de investimento
  • Ações
  • Tesouro Direto

O FGC garante maior segurança ao investidor iniciante.

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ESCRITO POR
Bruno Borges
Meus pots
Formado em Marketing e Propagando pela ESPM, Bruno Borges ingressou no mercado de tecnologia como BPO em uma hub de soluções digitais, responsável por liderar a equipe de Operações LATAM e Estados Unidos. Posteriormente, desbravou o mercado de finanças como especialista de marketing digital do segmento de educação financeira e, desde então, atua no setor de tecnologia, voltado para a de aceleração de negócios por meio de estratégias de Growth. Sendo o mercado financeiro de investimentos, rentabilidade e consórcios sua especialidade, se uniu ao Mycon como Chief Marketing Officer (CMO), em 2022.